
A tranquilidade da Praia de São Pedro de Maceda, no concelho de Ovar, foi interrompida recentemente por um cenário raro e impressionante. Uma baleia-comum, com quase 20 metros de comprimento, foi encontrada junto à linha de água, mobilizando de imediato as autoridades e especialistas em biologia marinha. O alerta, dado por um popular à PolÃcia MarÃtima, deu inÃcio a uma operação de monitorização que, infelizmente, confirmou o óbito do animal pouco tempo depois de ter arrojado.
A Espécie e o Diagnóstico: O que revelou a necropsia
O animal em questão era uma fêmea adulta de baleia-comum (Balaenoptera physalus), a segunda maior espécie de animal do planeta, superada apenas pela baleia-azul. No local, a equipa do CRAM – ECOMARE (Centro de Recuperação de Animais Marinhos) assumiu a coordenação dos trabalhos cientÃficos.
A necropsia realizada no local revelou dados cruciais: o animal estava visivelmente debilitado e muito abaixo do seu peso normal. Estes indÃcios sugerem que a baleia estaria a sofrer de uma doença prolongada, o que explicaria a sua aproximação excessiva à costa e a incapacidade de se manter em mar alto.
Fenómeno de Arrojamento na Costa Portuguesa
O arrojamento de cetáceos na zona entre Caminha e Peniche não é um evento inédito, mas a dimensão deste exemplar torna o caso excecional. Especialistas apontam várias causas possÃveis para estes incidentes na costa portuguesa:
Correntes e Geografia: A plataforma continental nesta zona pode, por vezes, dificultar a navegação de animais doentes ou desorientados.
Saúde dos Oceanos: O estudo destes animais é vital para perceber o estado de saúde do ecossistema marinho e a disponibilidade de alimento no Atlântico.
Rede de Apoio: A rapidez do alerta é fundamental. Em Portugal, a colaboração entre a PolÃcia MarÃtima e centros como o ECOMARE permite que, em casos de animais vivos, se tente o resgate, e em casos fatais, se recolham dados cientÃficos preciosos.
A remoção de um animal com cerca de 20 toneladas exige uma logÃstica complexa, envolvendo maquinaria pesada e a coordenação da autarquia local. Além do impacto visual, este evento serve como um lembrete da presença destes gigantes gentis nas nossas águas e da importância de preservar o seu habitat natural.
Veja abaixo os registos captados:
Nota Editorial: Este artigo foi desenvolvido pela equipa do Tá a Brincar com base no relato original do portal MEO Beach Cam. Citamos e agradecemos a partilha de informação fidedigna que permite sensibilizar o público para a vida marinha.
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